Cuidados com os objetos de apego de nossas crianças - Clínica Mon Petit
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Cuidados com os objetos de apego de nossas crianças

Alguns pais ficam preocupados em excesso; outros, dão menos importância do que este assunto merece. Hoje falaremos um pouco sobre os “apegos”, focando as mamadeiras, bicos e dedo, e até quando eles são considerados saudáveis.

O termo apego foi usado pela primeira vez em 1953, pelo pediatra e psicanalista inglês Donald Winnicott. Segundo ele, nos primeiros meses de vida, graças à atenção e aos cuidados maternos que recebe, o bebê imagina que ele e sua mãe são um ser único. Mas, ao perceber que não é assim, buscará uma compensação, especialmente na hora de dormir. E pode ocorrer de a criança não passar por essa fase do apego, e isso também é super normal.

Fraldinhas, cobertores, brinquedo, bicos e mamadeiras, para citar alguns itens de apego, são necessários para o desenvolvimento infantil, pois as crianças atribuem a esses objetos sentimentos e emoções, como se fossem intermediários para expressá-los. À medida que ela amadurece tende a abandoná-los porque se perceberá mais competente para comunicar suas emoções. O cuidado dos pais, de maneira geral, deve ser acompanhar que o abandono ocorra em uma faixa etária adequada e sem traumas.

Falando especificamente sobre os objetos de sucção (bicos, mamadeiras e dedo), estes merecem uma atenção especial porque podem desencadear sérios problemas para a saúde oral das crianças caso extrapolem o período de uso adequado – entre 2 e 3 anos, no máximo -, quando a formação da musculatura oral está se fixando e a posição dos dentes pode sofrer interferência.

Isso acarreta em muitos mais danos do que os dentários. Inclui também o surgimento de doenças alérgicas, como rinite, já que a passagem do ar fica mais estreita. E inclui doenças de fala, já que a mobilidade da língua é atingida.

Os papais devem estar se perguntando se seria melhor inibir o uso, ou tirar esses objetos de apego do convívio, sem acordo com os filhos. De maneira alguma! Nenhuma dessas hipóteses. Como falado no início, é um hábito saudável e muitas vezes necessário, desde que seja observado se for exagerado. Enquanto isso, nossa sugestão é praticar outras formas que supram essa função dos apegos, como realizar mais atividades junto às crianças, conversar mais com elas, ler histórias, entre tantas outras formas. Assim, será muito mais fácil o início da retirada gradativa desses objetos.

Se você tem dúvidas sobre o assunto, converse com a pediatra da família.