O frio não causa doenças - Clínica Mon Petit
pediatria, bebês, clínica pediátrica porto alegre, pediatria, neonatal, parto, acompanhamento de parto
15704
post-template-default,single,single-post,postid-15704,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-title-hidden,qode-theme-ver-14.1,qode-theme-bridge,disabled_footer_top,wpb-js-composer js-comp-ver-5.5.2,vc_responsive

O frio não causa doenças

Ouvir dos pais para pegarmos um casaco antes de sair, pois “está frio lá fora e vamos ficar doentes”, é algo que nos acompanha há muitas gerações, e talvez assim siga por algum tempo exclusivamente por aspectos culturais. Com acesso tão facilitado à informação, o dever dos profissionais da área da saúde é informar cada vez mais e desmistificar que o frio é o causador das doenças comuns do inverno.

Temperaturas baixas não causam doenças. O que acontece é que nesta época do ano muitos microrganismo como vírus e bactérias se perpetuam mais facilmente, somando-se ao fato das pessoas ficarem mais aglomeradas em ambientes fechados com menos circulação de ar. Como esses microrganismos são altamente transmissíveis, é o que basta para haver muitas pessoas doentes concomitantemente.

Segundo a equipe médica Mon Petit, se sair no frio fosse motivo de doenças, provavelmente os povos nórdicos já não existiriam mais. “Antigamente, não se sabia da existência de vírus, de bactérias ou de fungos, por isso as pessoas acreditavam que o ar gelado era o causador de diversas epidemias” explica a especialista.

De acordo com as pediatras, simples medidas auxiliam e reduzem de forma significativa as “doenças de inverno”, como priorizar apenas lugares arejados e umidificados, pois estes minimizam o ressecamento do trato respiratório – fator esse que propicia danos da mucosa do trato respiratório, facilitando a entrada de germes no organismo principalmente dos bebês, que possuem a imunidade mais baixa do que os adultos ficando mais propícios a quadros de rinite, sinusite, asma, gripes, pneumonia, resfriados, conjuntivite e amidalites.

Por isso, a principal recomendação é bem simples e serve para crianças de todas as idades: evitar locais fechados e com muitas pessoas, pois isso favorece a transmissão de diversos vírus.

Também é importante ficar atentos ao uso de aquecedores, pois estes podem alterar a qualidade do ar, deixando-o mais seco, consequentemente as vias aéreas ficam mais ressecadas, facilitando a entrada dos microrganismos. “Para essa situação, indico umedecer o ambiente com um balde de água fria enquanto usar o aparelho”, destaca a equipe.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, estas recomendações também são muito importantes para enfrentar os frequentes “ataques” virais do inverno:

  • bebês acima de seis meses devem tomar a vacina contra a gripe Influenza;
  • estímulo ao aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida;
  • nas fases seguintes de vida do bebê, seguir com um planejamento nutricional equilibrado na alimentação complementar, com suprimento de proteínas, vitaminas (com destaque nessa época para aquelas com atuação antioxidante, como as vitaminas A, C e E), e também a presença de minerais importantes nesse tipo de resposta imunológica, como o ferro, zinco, magnésio e selênio;
  • em todas as idades, é importante ingerir líquidos, manter-se agasalhado (sim, um bom casaco também ajuda), evitar variações bruscas de temperatura e aumentar o consumo de vitamina C, principalmente por meio do consumo de frutas como acerola, laranja e limão.

 

MAIS NOTÍCIAS