Como lidar com o medo das crianças em tempos de COVID-19 - Clínica Mon Petit
pediatria, bebês, clínica pediátrica porto alegre, pediatria, neonatal, parto, acompanhamento de parto
16647
post-template-default,single,single-post,postid-16647,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-title-hidden,qode-theme-ver-14.1,qode-theme-bridge,disabled_footer_top,wpb-js-composer js-comp-ver-5.5.2,vc_responsive

Como lidar com o medo das crianças em tempos de COVID-19

O nosso “Papo com Especialista” de hoje volta ao tema da atualidade porque consideramos essencial esclarecer vários aspectos que preocupam os pais. Nesse sentido, a @psicologadeboralaks nos traz informações preciosas sobre um sentimento que pode ter sobressaído nesta quarentena: o medo nas crianças, e o papel fundamental dos pais para ajudá-las. Confira!

“Dia 16 de março iniciamos o isolamento para enfrentamento da Pandemia, quando as crianças tiveram suas atividades cessadas e a circulação privada. O mundo parou e elas, sensíveis a toda e qualquer mudança, também passaram a sentir um sentimento comum da humanidade neste momento: MEDO.

Na infância é muito comum o aparecimento de diversos temores pela condição de dependência do infante. No entanto, a situação que estamos vivenciando exacerba as possibilidades de compreensão que lançamos frente ao apavoramento cotidiano. As situações “sem nome” são entendidas pela psicanálise como a base dos traumas emocionais. Como então, poderíamos auxiliar nossas crianças neste período de crise, já que mesmo os adultos estão se vendo sem resposta?

* Conversa – muitos materiais de qualidade estão circulando na internet para auxiliar os pais a conversarem sobre a pandemia com seus filhos, porém, atenção para não sobrecarregá-los, já que a conversa faz com que os pequenos possam representar o terror em suas mentes;

* Mentir jamais – não devemos mentir para nossos filhos, como forma de proteção, pois causará mais confusão mental. Informações claras e precisas não geram pânico nem a sensação de estarmos sem saída;

* Explique o básico – a melhor forma de falarmos sobre a situação que estamos vivendo é informar o básico e, então, aguardar as perguntas. A cada dia que não pudermos retomar a rotina habitual, surgirão novas dúvidas e sentimentos. A possibilidade de acolhimento é sempre a melhor saída;

* Um dia de cada vez – para respaldar os filhos, é necessário que os pais estejam com seu emocional em dia. Claro que isto não quer dizer ausência de ansiedade, tristeza ou temor, mas sim a capacidade de se ater aos cuidados oficiais e científicos orientados (OMS e Ministério da Saúde), vivendo um dia de cada vez.

* Caso esteja muito difícil, há profissionais qualificados dispondo de atendimento solidário;

* Força, paciência e cuidado a todos, pois não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe.

Cuide de si e de sua família!